"Os crimes alemães na União Soviética e a propaganda incansável do regime contribuíram, com toda certeza, para a terrível violência contra mulheres alemãs na Prússia Oriental. Mas a vingança só pode ser parte da explicação, ainda que depois tenha se transformado na justificativa do que aconteceu. Quando os soldados tinham álcool dentro de si. a nacionalidade da presa fazia pouca diferença. Lev Kopelev descreveu ter ouvido 'um grito frenético' em Allenstein. Viu uma garota, 'o cabelo louro longo e trançado todo despenteado, o vestido rasgado, dando gritos pungentes: 'Sou polonesa! Jesus, Maria, sou polonesa!'. Era perseguida por dois 'tanquistas' embriagados, à vista de todos".
O tema foi tão reprimido na Rússia que até hoje os veteranos recusam-se a admitir o que realmente aconteceu durante a matança em território alemão."
N.E.: Allenstein - cidade da Prússia oriental.
"Em Dahlem, alguns oficiais de Ribalko visitaram a irmã Kunigunde, madre superiora da Haus Dahlem, maternidade e orfanato. Ela lhes informou que não escondia nenhum soldado alemão. Os oficiais e seus homens comportaram-se impecavelmente. Na verdade, os oficiais chegaram a alertar a irmã Kunigunde para os soldados da segunda linha, que vinham atrás. Sua previsão mostrou-se totalmente exata, mas não havia como escapar. Freiras, mocinhas, velhas, grávidas e mães que haviam acabado de dar à luz foram todas estupradas sem piedade."
N.E. : Dahlem - Bairro de Berlim
N.E.: Ribalko- General soviético - Comandante do 3º Exército Blindado de Guardas.
- Os excertos de textos foram retirados de "Berlim 1945: A queda" (Antony Beevor) Ed RECORD.
- O livro que o Aldo segura foi confeccionado em escala 1/6 pelo blogueiro e representa a obra supracitada. É minha homenagem ao Antony Beevor.
Vou logo avisando que o Blogueiro não toma partido de nenhum lado seja "Aliados" seja "Eixo". Sou a favor da verdade histórica. (Se é que isso exista)
"Platão é meu amigo, mas a verdade é mais minha amiga" (Aristóteles)





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