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N.E.: Quando começou a contra-ofensiva soviética, geral alemã que estava nas áreas por onde o Exército Vermelho passaria tratou mais é de "picar a mula", já sabendo que os soviéticos iam dar o troco pela violência que fora a invasão dos alemães. Foi um movimento de Leste para Oeste. A maioria dos refugiados eram, logicamente, mulheres e crianças.

N.E.: O Wünsche é adepto do Sistema Stanislavski de interpretação. (Apesar de ser um sistema criado por um russo).
N.E.: "Geh wo der Pffefer wäscht!" - algo como "Sumam daqui!"
"Se aqueles dias de janeiro (1945) foram desastrosos para a Wehrmacht, foram muito mais terríveis para os vários milhões de civis (alemães) que tinham fugido de seus lares na Prússia Oriental, na Silésia e na Pomerânia. Famílias de lavradores que haviam sobrevivido durante séculos aos invernos mais duros agora percebiam com horror como eram vulneráveis. Enfrentaram um clima impiedoso com a casa queimada e a despensa saqueada ou destruída na retirada. Poucos admitiam, contudo, que há pouco tempo fora este o destino dos camponeses poloneses, russos e ucranianos nas mãos de seus próprios irmãos, filhos e pais.
As “marchas” que partiam das regiões ao longo da costa do Báltico – Prússia Oriental, Prússia Ocidental e Pomerânia – dirigiam-se para o Oder e para Berlim. As que vinham mais do sul, da Silésia e do Wartheland, rumavam para o Neisse, ao sul de Berlim. (...) A variedade de meios de transporte ia de carrinhos de mão e de bebê para os que iam a pé até todo tipo de carroça, charrete e até um ou outro landau, exumado dos estábulos de algum castelo."
Antony Beevor, "Berlim 1945: A Queda", ed RECORD (com adaptações)
CONTINUA






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